Orientações para a terapia
- 24 de out. de 2024
- 2 min de leitura
Atualizado: 28 de out. de 2024
Procurei terapia para a criança mas estou perdido(a)! Só preciso levar meu filho(a) toda semana e pronto?

Não é bem assim! Quanto mais nova a criança, mais os pais precisam participar do processo. A criança tem direito ao sigilo, mas não significa que os pais estarão totalmente alheios ao trabalho que está sendo realizado. Vou mostrar o que acontece:
Imagina uma criança que foi à terapia, brincou com a psicóloga e aprendeu sobre as reações das emoções em seu corpo. Ela percebeu brincando que, quando sentimos raiva, o corpo fica endurecido, diferente de quando sentimos calma. Essa identificação e consciência são importantes para desenvolver maior habilidade de regulação emocional. Só que a criança passou menos de uma hora com a psicóloga e retornará para a sessão apenas na próxima semana. Já pensou se os pais, em uma ida ao mercado, por exemplo, falarem pra criança que está batendo os pés: "Filho, suas pernas e pés estão duros que nem as pernas de um robô (ou que nem as pernas dos soldados marchando). Você parece estar com raiva. É isso mesmo?"
Você acha que essa participação no dia a dia da criança vai fazer diferença no processo?
Sua resposta provavelmente foi "sim",
Agora imagina se os pais, ao verem a criança batendo os pés e fechando os punhos, falam pra ela: "Você não está com raiva, está só fazendo drama". Possivelmente, os pais falam isso na tentativa de evitar lidar com comportamentos desafiadores, que geram cansaço, desgaste e impaciência para esses cuidadores e, nesse momento difícil, isso parece fazer todo sentido. Só que essa fala caminha numa direção oposta à validação das emoções, e não é exatamente eficiente na promoção de comportamentos mais adequados, principalmente a longo prazo. Acontece que, validar a emoção não é ser permissivo, mas às vezes as pessoas confundem por não saberem como podem ser firmes, impor limites, receber respeito e, também, respeitar o desenvolvimento emocional.
Isso mostra como é importante que os pais sejam co-terapeutas, pessoas que auxiliam no processo terapêutico da criança, estando alinhados e orientados nesse processo.
Então, se você busca terapia para uma criança, saiba que você também fará parte disso.
Precisa de mais informações? Entra em contato comigo e será um prazer ajudá-lo(a).
Psicóloga Ana Gabriela Generoso
CRP: 01/24441




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